CASO LUA

OMDRSMP

by @Yolo · investigation · 13 items

What is on this board

  • imagePista do trono
  • Informação do espírito penado𝐻á 𝑚𝑢𝑖𝑡𝑜 𝑡𝑒𝑚𝑝𝑜, 𝑎𝑝𝑟𝑒𝑛𝑑𝑖 𝑞𝑢𝑒 𝑐𝑒𝑟𝑡𝑎𝑠 𝑎𝑙𝑚𝑎𝑠 𝑛ã𝑜 𝑝𝑎𝑟𝑡𝑒𝑚 𝑝𝑜𝑟 𝑐𝑜𝑚𝑝𝑙𝑒𝑡𝑜. 𝐴𝑙𝑔𝑢𝑚𝑎𝑠 𝑝𝑒𝑟𝑚𝑎𝑛𝑒𝑐𝑒𝑚 𝑝𝑟𝑒𝑠𝑎𝑠 𝑎𝑜𝑠 𝑙𝑢𝑔𝑎𝑟𝑒𝑠 𝑜𝑛𝑑𝑒 𝑑𝑒𝑖𝑥𝑎𝑟𝑎𝑚 𝑎𝑙𝑔𝑜 𝑖𝑛𝑎𝑐𝑎𝑏𝑎𝑑𝑜… 𝑜𝑢𝑡𝑟𝑎𝑠, 𝑎𝑜𝑠 𝑝𝑎𝑠𝑠𝑜𝑠 𝑑𝑒 𝑎𝑙𝑔𝑢é𝑚 𝑞𝑢𝑒 𝑗𝑢𝑟𝑎𝑟𝑎𝑚 𝑛𝑢𝑛𝑐𝑎 𝑎𝑏𝑎𝑛𝑑𝑜𝑛𝑎𝑟. 𝑉𝑖 𝑜𝑠 𝑎𝑛𝑜𝑠 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑠𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎𝑟𝑒𝑚 𝑜 𝑞𝑢𝑒 𝑒𝑟𝑎 𝑏𝑒𝑙𝑜 𝑒𝑚 𝑎𝑙𝑔𝑜 𝑞𝑢𝑒 𝑛𝑒𝑚 𝑎 𝑒𝑡𝑒𝑟𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑒𝑔𝑢𝑖𝑢 𝑎𝑝𝑎𝑔𝑎𝑟. 𝑉𝑖 𝑎 𝑓𝑜𝑚𝑒 𝑠𝑒𝑟 𝑒𝑠𝑐𝑜𝑛𝑑𝑖𝑑𝑎 𝑎𝑡𝑟á𝑠 𝑑𝑒 𝑝𝑜𝑟𝑡𝑎𝑠 𝑓𝑒𝑐ℎ𝑎𝑑𝑎𝑠, 𝑒𝑛𝑞𝑢𝑎𝑛𝑡𝑜 𝑜 𝑠𝑎𝑛𝑔𝑢𝑒 𝑒𝑟𝑎 𝑒𝑣𝑖𝑡𝑎𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑚𝑜 𝑞𝑢𝑒𝑚 𝑡𝑒𝑚𝑒 𝑟𝑒𝑐𝑜𝑛ℎ𝑒𝑐𝑒𝑟 𝑜 𝑝𝑟ó𝑝𝑟𝑖𝑜 𝑟𝑒𝑓𝑙𝑒𝑥𝑜. 𝑀𝑎𝑠 𝑡𝑜𝑑𝑎 𝑐𝑟𝑖𝑎𝑡𝑢𝑟𝑎 𝑝𝑜𝑠𝑠𝑢𝑖 𝑢𝑚 𝑙𝑖𝑚𝑖𝑡𝑒, 𝑒 ℎá 𝑛𝑜𝑖𝑡𝑒𝑠 𝑒𝑚 𝑞𝑢𝑒 𝑎𝑡é 𝑎𝑠 𝑝𝑟𝑜𝑚𝑒𝑠𝑠𝑎𝑠 𝑚𝑎𝑖𝑠 𝑎𝑛𝑡𝑖𝑔𝑎𝑠 𝑐𝑜𝑚𝑒ç𝑎𝑚 𝑎 𝑠𝑎𝑛𝑔𝑟𝑎𝑟 𝑝𝑒𝑙𝑎𝑠 𝑓𝑟𝑒𝑠𝑡𝑎𝑠. 𝐸𝑢 𝑣𝑖 𝑐𝑎𝑑𝑎 𝑢𝑚𝑎 𝑑𝑒𝑠𝑠𝑎𝑠 𝑒𝑠𝑐𝑜𝑙ℎ𝑎𝑠. 𝐸𝑚 𝑠𝑖𝑙ê𝑛𝑐𝑖𝑜. 𝐷𝑎𝑠 𝑠𝑜𝑚𝑏𝑟𝑎𝑠. 𝐻𝑜𝑗𝑒, 𝑒𝑙𝑎 𝑟𝑒𝑝𝑜𝑢𝑠𝑎 𝑠𝑜𝑏 𝑝𝑒𝑑𝑟𝑎𝑠 𝑞𝑢𝑒 𝑓𝑜𝑟𝑎𝑚 𝑒𝑟𝑔𝑢𝑖𝑑𝑎𝑠 𝑝𝑜𝑟 𝑠𝑢𝑎𝑠 𝑝𝑟ó𝑝𝑟𝑖𝑎𝑠 𝑚ã𝑜𝑠, 𝑐𝑒𝑟𝑐𝑎𝑑𝑎 𝑝𝑜𝑟 𝑐𝑜𝑟𝑟𝑒𝑑𝑜𝑟𝑒𝑠 𝑜𝑛𝑑𝑒 𝑎 𝑙𝑢𝑧 𝑝𝑎𝑟𝑒𝑐𝑒 𝑡𝑒𝑟 𝑒𝑠𝑞𝑢𝑒𝑐𝑖𝑑𝑜 𝑠𝑒𝑢 𝑐𝑎𝑚𝑖𝑛ℎ𝑜. 𝐻á 𝑢𝑚 𝒕𝒓𝒐𝒏𝒐 𝑞𝑢𝑒 𝑜𝑏𝑠𝑒𝑟𝑣𝑎 𝑡𝑢𝑑𝑜, 𝑖𝑚ó𝑣𝑒𝑙, 𝑐𝑜𝑚𝑜 𝑠𝑒 𝑠𝑜𝑢𝑏𝑒𝑠𝑠𝑒 𝑚𝑎𝑖𝑠 𝑑𝑜 𝑞𝑢𝑒 𝑑𝑒𝑣𝑒𝑟𝑖𝑎. 𝐸, 𝒅𝒊𝒂𝒏𝒕𝒆 𝑑𝑒𝑙𝑒, 𝑎𝑙𝑔𝑜 𝑎𝑔𝑢𝑎𝑟𝑑𝑎 𝑝𝑜𝑟 𝑎𝑞𝑢𝑒𝑙𝑒 𝑞𝑢𝑒 𝑎𝑖𝑛𝑑𝑎 𝑡𝑒𝑚 𝑐𝑜𝑟𝑎𝑔𝑒𝑚 𝑑𝑒 𝑝𝑟𝑜𝑐𝑢𝑟𝑎𝑟 𝑎𝑞𝑢𝑖𝑙𝑜 𝑞𝑢𝑒 𝑑𝑒𝑣𝑒𝑟𝑖𝑎 𝑝𝑒𝑟𝑚𝑎𝑛𝑒𝑐𝑒𝑟 𝑝𝑒𝑟𝑑𝑖𝑑𝑜. 𝑃𝑟𝑜𝑐𝑢𝑟𝑒 𝑜𝑛𝑑𝑒 𝑎 𝒂𝒖𝒕𝒐𝒓𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝑒𝑛𝑐𝑜𝑛𝑡𝑟𝑎 𝑜 𝑎𝑏𝑎𝑛𝑑𝑜𝑛𝑜; 𝑜𝑛𝑑𝑒 𝑎𝑞𝑢𝑒𝑙𝑒 𝑞𝑢𝑒 𝑔𝑜𝑣𝑒𝑟𝑛𝑎 𝑝𝑒𝑟𝑚𝑎𝑛𝑒𝑐𝑒 𝑖𝑚ó𝑣𝑒𝑙, 𝑒𝑛𝑐𝑎𝑟𝑎𝑛𝑑𝑜 𝑜 𝑣𝑎𝑧𝑖𝑜 𝑐𝑜𝑚𝑜 𝑠𝑒 𝑒𝑠𝑝𝑒𝑟𝑎𝑠𝑠𝑒 𝑝𝑜𝑟 𝑎𝑙𝑔𝑢é𝑚 𝑞𝑢𝑒 𝑛𝑢𝑛𝑐𝑎 𝑟𝑒𝑡𝑜𝑟𝑛𝑎𝑟á.
  • imagePista da farm
  • image"Pista" do armazem
  • imagePista do jardim celeste
  • sticky-blueNão tinha nada na sala de tortura do castelo e nem no armazém, deve tá na "outra casa" que ela me disse que tinha sem explicar onde estava.
  • sticky-blueA palavra experiência estava em verde, será que karma sabia?
  • sticky-blueserá que ela viu o pedido de casamento?
  • textText note
  • armazém.Eu estava lá quando ela abriu a primeira garrafa. Depois, o segundo. Depois, o quinto. Depois, outro. Ela bebia depressa. Desesperadamente O sangue que havia sido guardado desaparecia diante dos seus olhos. Como quem tenta apagar uma chama com as próprias mãos. Como quem acredita que, se beber o suficiente, o vazio finalmente cessará. Mas o vazio não cessou. Os recipientes diminuíram. Suas mãos tremiam. A respiração tornou-se pesada, e a sede continuou alí. Então, silêncio. Aquele terrível silêncio que antecede as decisões das quais ninguém consegue voltar completamente. Eu a observei permanecer imóvel diante do que restava. O juramento ainda existia, mas dentro dela já não havia mais forças para cumprí-lo. Vi seus olhos escurecerem. Vi a razão desaparecer atrás deles. Vi-a abandonar os últimos vestígios daquela contenção, guiando-se para o lugar onde gritos jamais seriam ouvidos por outros; lugar em que jamais iriam procurar por aqueles que desapareceram. E eu permaneci ao seu lado, como sempre fiz durante todos esses séculos. Lamentando vê-la cair no próprio abismo mais uma vez. Uma única gota denuncia o que os olhos não veem. Onde as reservas guardam o sangue, há uma sombra esquecida ao canto... e sobre ela, algo que aguarda em silêncio.
  • trono.Quando o instinto desperta, a razão se torna apenas um sussurro... Eu a observo há mais tempo do que deveria ser permitido a qualquer alma. Séculos se desfizeram diante dos meus olhos, mas ela permaneceu. Sempre tão determinada a não se tornar aquilo que um dia almaldiçoou. Seus olhos, outrora âmbar, agora escarlates desde a doce mordida que seu antigo amor deixou em sua pele, contemplaram o horror. Havia muito sangue naquela noite. Sangue onde antes existiam risos, vozes e aqueles a quem ela amava e chamava de família. Ela percebeu, tarde demais, que a mulher ao seu lado já estava consumida pelo desejo de poder. Foi naquela noite que a promessa nasceu. Nunca mais sangue humano tocaria seus lábios, nem mesmo sua carne seria despedaçada por suas mãos e dentes. Durante anos, vi-a cumprir cada palavra. Porém, havia momentos em que sua sede clamava mais alto, e seu corpo cedia. Durante anos, alimentou-se do que não gritava por socorro. Do que não implorava. Do que não carregava memórias. Mas promessas feitas contra o próprio instinto são como correntes enferrujadas... Eu vi aquilo que ninguém percebia. A fome nunca vai embora; ela apenas aprende a esperar. E, novamente, ela permanecia acordada quando deveria dormir, sentindo o chamado crescer. Eu a observei deixar os muros altos do seu castelo e ir até o lugar onde o esforço se transforma em experiência. Talvez tenha pensado que seria uma forma de distrair sua mente nebulosa.
  • jardim.Algumas lembranças aquecem a alma. Eu a vi permanecer entre as flores. Por um momento, ela não parecia carregar séculos sobre os ombros. Havia apenas a lembrança de um toque. De um beijo. De alguém que ainda conseguia fazê-la desejar ser mais do que aquilo em que tornara. Eu esperei. Talvez essas flores trouxessem paz. Talvez aquela memória a fizesse esquecer, por um instante, as imagens que insistiam em voltar. Talvez o amor fosse forte o bastante para vencer a natureza que ela passou a odiar. Talvez... Talvez... Tantos talvez... A lembrança acalma. A fome, não. Quando ela deixou o céu florido, seus olhos já não procuravam pela memória afetiva. Procuravam alívio. E havia apenas um lugar onde ela acreditava possuir o suficiente para encontrá-lo. Um lugar onde o vermelho era guardado cuidadosamente, recipiente após recipiente, com a promessa de que jamais precisaria caçar aquilo que jurara não tocar. Ela ainda acreditava que algumas reservas seriam capazes de silenciar uma sede que havia aprendido a pedir mais.
  • farm.Ela tentou. Eu permaneci ao seu lado enquanto as horas passavam. Durante semanas ela quase não dormiu. Golpe após golpe. Criatura após criatura. Queda após queda. Ela não ficou por muito tempo neste lugar. Resolveu vagar pelos horizontes, lutando como se cada criatura pudesse levar consigo um pouco daquele desejo. Mas há desejos que não desaparecem com a fadiga. Vi seus olhos perderem o brilho do descanso, suas mãos hesitarem por um instante. Vi-a olhar para o vazio entre um combate e outro, como quem escuta uma voz que ninguém mais consegue ouvir. Não funcionou. Então, ela abandonou o ruído das batalhas e procurou uma lembrança mais doce. Um lugar suspenso acima do mundo, onde o chão se perde entre as nuvens e o céu parece tocar as flores. Alí, certa vez, sob a imensa árvore pálida, os lábios de dois amantes encontraram-se em meio a pétalas. Por um instante, a fome pareceu distante. Apenas por um instante. Ela acreditou que aquela memória pudesse saciar aquilo que nem noites inteiras de batalha conseguiriam calar.

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